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Life Always Changes

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Life Always Changes

Mensagem por Lana S.T. em Sex Jun 10, 2011 12:08 pm

Life Always Changes



A chegada


Voltar ao início, será que funcionaria? Depois de morar em Los Angeles por quase cinco anos, aqui estou eu, me mudando para Phoenix. Quando criança eu vivia de cidade em cidade com meus pais, até que eles resolveram parar com as mudanças e se estabelecerem em L.A, mas depois de tantas coisas, agora estou me mudando para Phoenix, sozinha. Não sei porque, mas eu estava precisando me mudar daquele lugar, por mais que Los Angeles pareça incrível, eu estava cançada da visa rotineira. Novo estado, nova cidade, nova escola, nova casa, tudo mudado...
Eu já havia nascido em Phoenix, fiquei por lá em meus primeiros dois anos de vida e, agora - com dezesseis - , estou voltando de onde vim. Meus pais tinham muito dinheiro e compraram uma casa para mim mais ou menos no centro da cidade, um bairro conhecido. Eu sei, qualquer um se perguntaria "que tipo de pais deixam uma adolescente morar sozinha em outra cidade?". Claro, minha resposta comum seria os pais legais, mas acho que estariam mais para desnaturados. Não que eu fosse reclamar. Ser uma filha de pais ricos era demais, porque não precisaria trabalhar para conseguir meu próprio dinheiro.
Comecei a diminuir a velocidade ao chegar no local que fui informada a estar.
- 312, 314, 316... Ah, aqui. 320. - falei ao achar o numero da casa.
Estacionei o carro em frente a minha nova casa. Caminhei lentamente pelo jardim da frente que levavam á porta. Me veio a mente as imagens de casas que apareciam em filmes. Sim, era mais ou menos desse jeito, só que bem maior.
Obrigada mãe, pensei. Abri a porta observando a beleza da sala de estar, era magnifica! Cada detalhe, movel... Se eu fosse descrever tudo, demoraria tanto, eram muitas coisas juntas. E eu que estava esperando encontrar a casa inteiramente vazia...
Voltei ao carro para pegar minhas malas pesadas e carreguei-as para dentro. Suspirei deixando as malas cairem ao olhar para a longa escada que levava ao quarto. Fui arrastando as malas um por uma até o quarto. Foi um longo dia arrumando cada coisa em seu lugar, cansativo. Fiquei muito feliz ao chegar a noite. Eu estava morrendo de fome e não estava muito a fim de cozinhar, afinal, pedir uma pizza parece muito mais gostoso e facil. Foi o que fiz, comia enquanto assistia a TV até acabar dormindo.
Barulhos irritantes vinham de uma mesinham perto do sofá - no qual eu havia dormido - e uma luz me cegava através de minhas palpebras fechadas. Resmunguei uma coisa sem sentido e me levantei. Parei o despertador do celular e olhei a hora. Cinco e meia da manhã, eu odiava ter que ir a escola tão cedo. Arcadia High School, meu novo colégio. Ótimo, odeio ter que ir á escola. Meu primeiro dia, tinha que me vestir bem, já não bastava ser nova, seria horrível ser considerada uma perdedora na escola. Me arrumei, peguei meus livros e saí apressada para não me atrasar.
Não era muito longe, mas estava em cima da hora, se enrrolasse chegaria atrasada. Estacionei na vaga mais próxima da entrada e andei depressa para a sala de aula, entrando no mesmo minuto em que tocava o sinal. Era aula de matemática, eu acho. Felizmente, ninguém pareceu notar minha chegada, mas bufei ao ver que o unico lugar disponivel era no meio de grupinho de populares, bem ao meio da classe. Isso ia acabar mal. Andei lentamente ao lugar quando a professora entrou na classe e mandou todos se sentarem. Recebi alguns olhares de canto de olho, mas ignorei, tentando não parecer preocupada.
- Fico feliz que não tenha chegado atrasada senhorita Bloedorn. - falou uma voz severa. A professora, só então fui perceber que ela me observava. - É um prazer tê-la aqui Anabelle Bloedorn.
Senti minhas bochechas corarem de vergonha. Digamos que meu sobrenome causou um certo impacto. Sim, eu era filha de Jill Bloedorn, cantora conhecida.
Uma garota loira que se sentava na carteira da frente, aparencia bem chamativa, digamos até bela, parecia estar mergulhada em metidez e auto confiança.
- Oi, sou Melane Stryder. - disse apoiando os braços em minha mesa. Me surpreendi ao ouvir sua vóz realmente fina, falcimente confundivel com o de uma criança.
- Oi... - respondi sem deixar transparecer minha timidez.
- Só queria lhe dar as boas vindas, pode me chamar de Mel. Aquela é Kath, minha melhor amiga, acho que vão se dar bem. Jennifer, chamamos de Jen, claro. Vitor, um amigo nosso. Samuel, chame-o de Sam, ele odeia o nome e por ultimo, mais importante, Miguel. - me demorei ao observar o garoto de qual ela falará. - Meu namorado.
Me encolhi diante das ultimas palavras, mas tentei não demonstrar que aquilo me chateou um pouco.
- Ah, quase me esqueci. Aquele é Jensen. - ela disse levando minha atenção a outro garoto - Melhor amigo de Miguel e namorado de Kath. Ele é legal.
Assim que ela terminou de falar voltei minha atenção á ela.
- Ok... - falei sem emoção.
- Você pode andar com a gente.
Assenti lentamente, pensando se queria mesmo ficar perto dessas pessoas. Eu sabia que eu fui convidada a andar com eles só por causa de meu sobrenome.
É melhor que ficar sozinha, pensei. Fiquei quieta a aulainteira, me esforçando para prestar atenção na aula e fracassando, claro. Quando foi anunciado que havia chegado o final da aula e que havia iniciado o intervalo, quase comemorei. Odeio matemática. Meio contrariada, fui até Melane e seu grupo, para almoçar com eles. Não parecia tão animador.
Todos estavam animados com a conversa de uma festa. Parece que os pais de Jennifer viajaram e ela ia dar uma festa. Algo assim. Não estava prestando a atenção, eu olhava para meu delicioso hamburguer, sem muita vontade de comê-lo. Ninguém pareceu se importar com minha ausencia na conversa.
- Anabelle, não é?
Uma voz masculina - que me parecia muito sedutora - me perguntou. Hesitei um instante antes de olhar. Era Jensen. Evitei os pensamentos do tipo ' caramba, ele é muito bonito '.
- Sim. - falei, feliz por não gaguejar e sem jeito ao sentir minhas bochechas corarem.
Ele sorriu, o que me fez ficar mais corada.
- Posso te chamar de Bell? - perguntou Jensen.
- Claro. - minha voz saiu um pouco estranha dessa vez, mas eu ainda não estava gaguejando. Pelo menos isso...
Na verdade eu tinha gostado do apelido, me chamavam de Ana na outra escola e eu odiava isso. Mas tinha que adimitir, estava com muita saudade de Angie, minha melhor amiga que mora em Los Angeles. Era estranho pensar que eu a tinha abandonado por vontade própria...
- Ei, Ana, você vai, não é? - perguntou Melane, voltando minha atenção para o presente. Odiei ser chamada de Ana.
- Ah, acho que sim...
Na verdade eu não tinha realmente intenção de ir. Uma festa com muita gente estranha... Mas devia adimitir que ficar em casa comendo pizza e assistindo House não parecia muito melhor.
- Vai ser as onze, amanhã. Espero que seus pais deixem. - falou Jennifer com um sorriso metido e jogando os longos cabelos castanhos para trás.
Dei de ombros.
- Meus pais moram em Los Angeles. Não são daqui.
Isso parecia tão comum para mim, mas os outros demonstravam muita surpresa, para eles devia ser uma coisa bizarra eu morar sozinha com dezesseis anos.
- Sério? Você tem uma casa só para você? - perguntou Mel com a vóz mais fina do que o comum.
Estranhei ao reconhecê-la como Mel, parecia intimo demais chamá-la assim, mesmo que todos se dirigiam a ele por esse apelido.
- Sim, me mudei ontem...
Ela disse algo sobre isso ser demais, mas eu já estava fora da conversa. Logo eles voltaram a comentar sobre a festa e eu voltei a olhar para o meu lanche, ainda sem dar uma mordida, estava sem fome. Era estranho estar ali. Não me refiro á mesa dos populares, mas sim na escola, na cidade. Eu tinha me acostumado tanto com Los Angeles que Phoenix parecia ser muito estranho, tão diferente. Além disso, eu ainda não tinha nenhum amigo confiavel. Eu só estava com aquelas pessoas porque minha mãe era muito famosa e rica, na verdade ninguém ali me conhecia, a unica coisa que sabiam era o meu nome.
- Você não é muito de falar, não é?
A vóz eu reconheci no mesmo instante que ouvi. Olhei para Jensen de canto de olho, sem virar meu roato, para que ele não visse que eu estava corando de novo.
- Não muito...
Não pude deixar de olhar para ele. Jensen deu um sorriso discontraído e voltei a olhar para o meu hamburguer.
- Sei... Logo você se acostuma com o pessoal daqui.
Não pude deixar de retribuir seu sorriso ao dizer aquilo. Percebi que alguém estava olhando para mim agora. Era Kath e eu me encolhi ao perceber que ela não queria que eu falasse com Jensen, afinal, era o namorado dela...
Um sinal anunciava que o intervalo havia acabado.


Última edição por Lana S.T. em Sex Jun 10, 2011 1:53 pm, editado 1 vez(es)
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Re: Life Always Changes

Mensagem por Lana S.T. em Sex Jun 10, 2011 1:24 pm

Personagens


Ana || Anabelle Bloedorn || Bell



Idade: 16
Frase que mais fala: " Odeio que me chamem de Ana! "

Mel || Melane Stryder || Melane


Idade: 17
Frase que mais fala: " Eu sei, sou demais, né? "

Kath || Katherinne Davis || K.


Idade: 16
Frase que mais fala: " Ei, alguém a fim de dar uma festa? "

Jen || Jennifer Collins || Jennie


Idade: 15
Frase que mais fala: "Ainda bem que meus pais não viram isso..."

Sam || Samuel Roberts || Samuel


Idade: 16
Frase que mais fala: "Cara, eu odeio meu nome!"

Vih || Vitor Miller || Vitor


Idade: 18
Frase que mais fala: "Não sou burro, só não sou muito esperto!"

Jensen || Jensen Green || J


Idade: 17
Frase que mais fala: "Vou fingir que acredito..."

Miguel || Miguel Baker


Idade: 17
Frase que mais fala: " Vitor, por que você é tão idiota? "
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Re: Life Always Changes

Mensagem por Lana S.T. em Sex Jun 10, 2011 3:46 pm





Convivencia


Pelo menos acabou a aula de matemática, pensei. O ruim de estar em uma escola com aula em tempo integral é que você fica anciosa para que o dia chegue ao fim. Quando era só de manhã, eu saía no horário de almoço e tinha a tarde inteira para mim, mas agora teria que me acostumar a viver mais na escola do que em casa. Nada animador.
Eu estava rabiscando a ultima folha do meu caderno, sem conseguir prestar atenção na aula de história. Suspirei e desisti de lutar contra o tédio, comecei a ficar olhando para as pessoas enquanto ouvia inultilmente o que a professora dizia. Eu não tinha notado, mas Kath sentava na carteira do meu lado esquerdo da minha e Jensen na do lado direito. Era estranho. Parecia que Kath não foi muito com a minha cara e, para dizer a verdade, eu também não fui com a dela.
Pulei de susto ao ouvir um som de garganta que chamava minha atenção.
- Senhorita Bloedorn, está prestando atenção?
Louise, professora de história, estava bem ao meu lado e me olhava como se quisesse me fuzilar com os olhos. Eu não respondi, apenas me encolhi na cadeira, procurando algum buraco para me esconder.
Ela me lançou seu ultimo olhar de reprovação e voltou para sua mesa, continuando de onde parou.
- Não liga não, ela é brava mesmo...
Eu sempre queria esconder meu rosto ao ouvir aquela voz. Caramba, será que eu gosto mesmo dele? Suspirei e finalmente olhei para Jensen. Ele estava apoiando a cabeça em um braço, poderia até parecer cansado se não fosse seu sorriso brilhante.
- Então é melhor eu me acostumar com isso. - murmurei demonstrando todo o meu tédio.
Logo eu estava imitando sua posição, apesar de que eu ficava desviando o olhar a cada dois minutos.
- Você morava em Los Angeles, não é?
Assenti uma vez, prestando atenção no que ele dizia.
- Minha mãe mora lá. Eu já visitei a cidade. É demais. Meu pai não gosta muito de lá, mas acho que ele nunca foi para lá.
Franzi o cenho enquanto pensava, eu nunca imaginara como seria viver só com o meu pai. Ele é bem quieto, distante... Não fala muito comigo.
- É realmente um lugar muito lindo, mas é cansativo morar lá. Todo dia a mesma coisa, o mesmo cenário, mesma rotina.
Acabei falando mais do que estava acostumada. Ele não precisava saber que eu saí de Los Angeles porque estava cansada de lá. Mas eu tinha viajado tanto... Vivier em um só lugar não tem a menor graça depois de todos esse anos.
- Você não vai ter esse problema aqui. - ela falou sorrindo.
Eu ia dizer alguma coisa, mas a professora fez outro som de garganta, lá estava ela novamente chamando nossa atenção, mas ela tinha equivocado comigo.
- Senhorita Bloedorn, esse conteúdo é realmente importante e você não presta atenção! Ter dinheiro não lhe garante boas notas.
Louise se virou nos calcanhares e voltou a dar aula. Não sei porque, mas estava segurando o riso, eu achava graça o geito ponposo que a professora falava e ela sempre pronunciava meu sobrenome de maneira errada...
Eu quase pulei de alegria quando chegou a hora do almoço, eu sei, não poderia ser tão deferente do primeiro intervalo - no café da manhã - , mas anunciava o fim da tortura de história. Levantei da cadeira animada demais e derrubei todos os meus cadernos e livro. Típico. Jensen se abaixou para me ajudar e Kath me fuzilou com os olhos, indo ao lado dele.
- Preciso deixar um pouco de coisa no armário... - murmurei a mim mesma - Se eu achar.
- Eu posso ajudá-la. - disse-me Kath e eu a olhei desconfiada - Sei onde fica.
Falei que não precisava, mas ela insistiu e me arrastou. Continuou andando sem ao menos olhar para mim, até que parou subtamente em frente a um armário. Estava vazio e provavelmente era o meu mesmo. Coloquei meus livros dentro murmurando um 'obrigada'.
- Olha aqui garotinha, eu sei que você costuma ter tudo já que sua mamãe é uma estrela, mas você não vai tirar o Jensen de mim! Está entendendo? - explodiu Katherinne, falando rápido e quase incoerente.
Fiquei indignada demais para responder. O que ela pensava que eu era? Não sou uma ladra de namorados! Não tenho tudo que quero! Não sou mimada! Eu queria dizer aquilo e mais um pouco, mas a idgnação não me deixava falar.
- Que bom que entendeu. - ela disse com um sorriso totalmente falso e deu meio volta, se afastando.
Caramba, eu estava quase explodindo de raiva. Como eu ia conseguir conviver com isso todo dia? Agora eu sei porque minha mãe sempre diz que as pessoas de Phoenix não eram muito gentis.
Fui até o refeitório e parei ao ver que estava tento um tumulto por ali. Me coloquei no meio das pessoas para ver o que estava acontecendo. Era Kath. Ela estava discutindo com alguém.
- Você é insuportavel! - disse uma voz que eu conhecia. É, eu sabia o que estava acontecendo e, por mais que eu negasse, estava feliz com isso.
- Eu vi você dando em cima daquela sonsa!
- Não estava dando em cima de Bell, estava sendo gentil e acho que você não sabe o que é isso.
Parei ao ouvir meu nome - e não fui a unica -, eles estavam brigando por minha causa?
- Bell? Quer dizer que você até já deu um apelido carinhoso? Como você tem coragem de mentir na cara dura que não estava arrastando asinha para "Bel"? - ela praticamente rosnava meu nome.
Ele parecia estar da mesma maneira que eu estava antes: indgnado demais para responder. Kath reconheceu isso.
- Vocês tem tanto em comum... - ela falou de maneira rispida.
Ela não parecia estar raciocinando direito.
- E se eu gostasse mesmo dela? - ele disse sem pensar.
Só então Jensen percbeu que eu estava ali, e pareceu tão sem graça quanto eu. Assim que Kath percebeu que ele havia olhado para mim, ela pirou de vez.
- Ah, que ótimo! A sonsa chegou. Se não se incomodam, vou me retirar, odeio ficar segurando vela! - ela dizia bufando e logo em seguida saiu em disparada.
Fiquei olhando para o lugar de onde ela havia saído e Jensen fazia o mesmo. Logo senti que ele passara a me observar. Baixei os olhos para não encará-lo.
Percebi que quase todos ali presentes olhavam para mim e para ele. Era estranho.
- Bell, sobre o que eu disse... Ahn... - ele parecia sem graça de falar em público.
Foi incrível, minha timidez sumiu de repente e eu encarei seus profundos olhos negros. Parecia que estavamos sozinhos - mesmo sabendo que muita gente nos observava - e aconteceu. Sim, eu beijei ele. Foi... Demais! Parecia que tudo tinha parado naquele momento e que nunca ia acabar. Jensen retribuiu meu beijo e me tomou em seus braços. Eu estava quase sem ar, quando ouvi um grito de indignação de Kath.
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Re: Life Always Changes

Mensagem por Lana S.T. em Sab Jun 11, 2011 9:27 am




Perdida
Me afastei de Jensen no exato momento em que Kath deu um grito de indignação. Meu coração estava a mil e meus pensamentos eram incoerentes, sentia minha cabeça girar e estava começando a ficar tonta. O que eu fiz? O que aconteceu? O que Kath vai dizer? O que vai acontecer? Essas perguntas atormentavam minha mente sem nenhuma solução a vista. Olhei apavorada para Jensen, mas ele parecia estar na mesma confusão que eu, então me virei para Kath que estava domada em fúria. Caramba, eu nunca tinha visto alguém ficar tão furioso...
Estavamos todos em silêncio e eu olhei para qualquer lugar ou pessoa que não fosse ela. Só então lembrei que estava cercada de gente, muitos presenciaram tudo aquilo, o que tornava muito pior. Me preparei para ouvir vários insultos e afirmações de Kath, mas ela nos olhava, pasma.
Eu queria quebrar o silêncio, dizer alguma coisa, acabar com a tensão, mas não sabia o que fazer ou dizer, estava paralizada, tudo aconteceu rápido demais, mas não iria acabar com a mesma rapidez. Olhei para o chão - era o local mais seguro - e tentei pensar no que dizer, mas Kath tinha acordado do tranze e começou a falar antes que eu pensasse em algo.
- Ahá! Eu sabia! Como tiveram coragem de mentirem para mim? Como puderam?
Por um momento ela não era mais Kath e sim uma garota profundamente magoada. Me senti mal, como se tivesse feito a pior coisa do mundo. Kath pareceu inoscente pela primeira vez, sua vóz soava triste, quase um sussurro. Não parecia ser a mesma pessoa que discutia alguns minutos atrás. Nada poderia explicar isso, parecia que eu tinha magoado uma garotinha. Olhei novamente para Jensen, ele não parecia orgulhoso pelo que fez, mas com toda certeza eu me sentia muito pior que ele. Será que ele não se arrependeu do que fez? Evitei esse pensamento, pois sabia que se continuasse assim ia mudar o rumo de meus pensamentos.
- Kath, eu sinto muito. Não sei... Eu... - tentei explicar sem sucesso. Sim, era eu tentanto explicar. Não Jensen.
- Não. Fale. Comigo. - ela falou furiosa, voltando a ser a Kath que eu tanto odiava. Logo ela olhava para o garoto ao meu lado.
Fiz o mesmo. Ele estava... Sorrindo? Fiquei tão indgnada quanto Kath.
- Você tem razão. - falou ele finalmente, mas eu não entendi muito bem suas palavras. - Você tem razão Kath. Eu gosto de Bell!
Senti meu corpo congelar. Jensen disse isso? Como... Eu... Mas... Logo meus pensamentos ficaram totalmente sem sentido, sem conseguir formar frases completas. Só uma eu consegui. " Que diabos está acontecendo?". Eu queria dizer isso, mas não conseguia fala, nem ao menos mexer os lábios. Eu não tinha falado muito com Jensen, eu o conhecera hoje, como pode ele gostar de mim? Como pode eu gostar dele? Isso é um absurdo! Tentei ignorar minha confusão interna e observar a reação de Kath. Ela parecia vazia. Sem emoções. Era estranho, parecia até que ela não estava ali.
- Como pode dizer isso? - gritou Kath, finalmente demonstrando sua raiva.
Ele sorriu de modo travesso.
- Dizendo. - ele falou saindo como se nada tivesse acontecido.
Kath estava realmente indignada e eu também. Me sentei no lugar mas próximo - que era ao lado de Melane. Kath sentou-se em minha frente, ao lado de Jen.
- Então... - falou com um tom totalmente discontraído e diferente - Ei, alguém a fim de dar uma festa?
Olhei pasma para ela.
- Está falando sério? - perguntei arqueando uma sobrancelha.
- Mas é claro! Pode ser na sua casa? Meus pais não vão deixar ser em casa.
- Ahn... Ok... - falei perdida.
Kath se animou de repente e combinou com as outras pessoas. Qual era o problema das pessoas ali? Como eles conseguiam mudar de humor tão de repente? Que diabos está acontecendo?
O resto do dia foi comum, as aulas foram normais e logo chegou o fim do dia. Tive que ir embora depressa, pois, em menos de meia hora, a minha casa estaria lotada! Arrumei o que pude antes de a campainha tocar pela primeira vez.
- Hey!!! - disseram Kath e Mel ao mesmo tempo. Tinham mais três garotas com elas, mas eu não conhecia.
- Onde está Jen? - perguntei.
- Ela vem mais tarde, está tendo problemas com o irmão mais novo e vai vir assim que der. - respondeu Kath animada.
E assim o tempo foi passando. Eu estava preocupada com a casa, poxa, seria eu a arrumar tudo. O tempo continuou passando, muita gente estava ficando bebada - inclusive eu - e já passava das duas da madrugada quando as pessoas estavam a irem embora. Foram todos. Menos Jensen. Ok, estavamos só nós dois completamente bebados. Estava chovendo lá fora, mas nós achamos divertido sair na chuva, claro que não estavamos em nosso melhor estado. Sim nós nos beijamos. Foi mágico, não sei se foi porque estava bebada ou porque finalmente estava a sós com Jensen, mas foi o melhor beijo de todos.
Depois disso eu não lembrava mais de nada, apenas sentia uma terrível dor de cabeça ao acordar. Abri os olhos e me vi novamente no sofá. Então vi Jensen no sofá maior. Peraí, Jensen?
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Re: Life Always Changes

Mensagem por Lana S.T. em Sab Jun 11, 2011 10:00 pm







Detenção

Jensen estava de costas para mim, esparramado no sofá e com alguns livros jogados no chão. Perai, por que livros? Logo me veio uma breve lembrança disso.

Estavamos muito bebados, mas quem liga? Eu estava rindo a toa, era bom, eu estava feliz! Me joguei no sofá caindo na risada então vi Jensen entrando pela porta, ele nem parecia bebado,não estava cambaleando e tropeçando como eu. Ele não estava molhado, quando a chuva parou?
- Por que está com esses livros? - perguntei me enrrolando um pouco nas palavras. Quanto eu tinha bebido? Ah, quer se importa?!
Ele disse alguma coisa sem muito sentido e parece que a mãe dele ficou fudida ao perceber que ele estava bebado e ele fugiu antes que seu pai chegasse e tinha pego os livros da escola para não ter que ir buscar no dia seguinte.
- Ah, você pode dormir em algum lugar aí. - falei me encolhendo de frio e saindo - cambaleando para fora, na verdade - do sofá e subindo as escadas. Eu escorregava a cada três degraus, mas logo estava de volta com um pequeno cobertor.
Me cobri no sofá e caí na risada olhando para minhas roupas insopas.Meu cabelo ficava pingando no sofá deixando-o molhado também.

Depois eu não lembrava de mais nada, tentei me lembrar de como havia dormido e do porque ele estava aqui, mas fracassei. Levantei do sofá sentindo uma forte enchaqueca. Caramba! Por que eu tinha de beber tanto? Caminhei até o sofá onde Jensen estava e o cutuquei para que ele acordasse.
- Já está na hora de ir para a escola? - ele pergunteou ainda dormindo.
Arregalei os olhos. Caramba, a escola! Corri desesperada pela escada trocando minha roupa - ainda molhada - e pegando os livros da escola com pressa. Olhei para um relógio. Que droga, já passava das dez da manhã! Estavamos três horas atrasados!
- Jensen acorde! - falei o chaqualhando para que levantasse.
Ele levantou devagar, logo colocando uma das mãos na cabeça. Eu entendi, ele também devia estar uma dor de cabeça tão infernal quanto a minha.
- Estamos atrasados! - exclamei pegando minha bolsa e lutando para colocar os livros dentro.
- Que horas são? - ele perguntou de repente bem acordado.
- 10 horas! - eu quase gritei.
Ele murmurou alguma coisa que não entendi, pegou os livros e saiu em direção a porta. Eu o segui apressada e nem liguei de pegar carona com ele. Chegamos na escola umas dez e quinze, ou seja, atrasados pra caramba! Entrei correndo na sala e parei subtamente ao ver que todos olhavam para a porta que eu havia acabado de abrir, inclusive a professora. Jensen estava logo atrás, ao ver que eramos o centro das atenções ele colocou a mão no cabelo atrás da cabeça, sem graça.
- Muito atrasados, não acha Anabelle Bloedorn e Jensen Green?
Dessa vez estavamos ferrados, era aula de história! Pensei rápido, tentando achar alguma desculpa, mas não estava conseguindo pensar direito com toda aquela dor de cabeça, até poderia dizer que ainda estava um pouco bebada e podia jurar que estava cambaleando, não podia confiar chegar mais perto e ela perceber o meu estado.
- Detenção para os dois! - ela concluiu.
- O que? Detenção? - perguntei quase gritando e erronlando um pouco a lingua com indignação. Foi um erro, agora ela perceberia!
A professora franziu o cenho, com os lábios levemente curvado para cima.
- Senhorita Bloedorn, andou consumindo bebida alcólica?
Observei ela se aproximar sentindo meu corpo congelar. Que diabos farei agora? Que diabos farei agora? Perguntava mil vezes á mim mesma silênciosamente. Eu não podia negar, ela estava muito perto e eu saí com muita pressa para tomar um banho, ainda estava cherando vinho, seria pior se eu tentasse negar. Eu estava ferrada.
- Duas semanas para você.
- Duas semanas?? - repeti indignada.
Ela me fuzilou com os olhos e me calei no mesmo instante. Logo ela voltou seu olhar para Jensen, apesar de não parecer tão severa quanto antes. Será que ela tinha alguma coisa contra mim?
- E você, Sr. Green, está bebado também?
Olhei para ele esperando qual seria sua desculpa nada esfarrapada, já havia percebido que ele era um bom mentiroso.
- Sim, Senhora Louise.
A professora o olhou e desconfiada e eu surpresa. Me senti culpada por imaginar que ele mentiria quando realmente tinha falado a verdade. Culpa. Era uma coisa bem comum para mim.
- Uma semana. - ela falou dando meia volta.
A olhei totalmente indgnada. Como ela pode me dar mais castigo por ter feito a mesma coisa que ele? Mas que droga, não consegui me conter.
- Mas que diabos está acontecendo? Por que eu tenho que ficar duas semanas?
Louise nem olhou para mim.
- A senhorita quer ficar três semanas? - ameaçou.
- Não professora. Me desculpe. - falei visivelmente contrariada. Não estava nem um pouco satisfeita.
Fomos sentar antes que a bruxa mandasse e fiquei com a cabeça apoiada em um dos braços, fuzilando-a com os olhos. Como eu queria ter a visão de calor do Super Man...
- Ela não gosta muito de você... - falou Kath sem nenhum sinal de gozação, ela não estava tentando me irritar dessa vez.
Sorri para Kath e logo percebi que foi a primeira vez que havia feito isso.
- Percebi, ela quer me ferrar! Aquela bruxa fica pegando no meu pé! - deixar escapar o que estava pensando, talvez eu estivesse mesmo um pouco bebada.
Ela riu baixinho e se virou para frente, voltando a prestar atenção na aula. Assim passou o resto da aula e eu estava prestes a encarar meu pesadelo. Ninguém merece ficar o restinho do dia na escola, só falta eu morar aqui.
Entrei na sala de detenção e observei o local. Tinha umas seis pessoas, incluindo Jensen. Pelo menos não era Louise que estava de vigia, mas sim Camille, professora de ciencias. Ela era mil vezes mais calma e legal. Me sentei na primeira carteira, não seria boa ideia sentar-me perto de Jensen.
- Oh! Você é Anabelle, não é? Eu já ouvi falar de você! - cochichava uma garota ruiva (não era ruivo natural, isso era bem fácil de se perceber) sentada ao meu lado. Ela era bem animada para alguém que estava em detenção.
- Sim, sou eu. - respondi com pouco ânimo.
- Ah. Eu sou Isabelle. Isa. Ou Belle. Minha mãe me chama de Isa e meu pai de Belle. Aqui eles me chamam de maluca. Eles são muito maus comigo. Não gosto desse apelido. Não que seja um apelido. É um xingamento. Eu devia reclamar. Por que todos são maus comigo?
Eu olhava pasma para ela enquanto ela falava sem parar e eu fiquei aliviada quando ela parou para que eu respondesse.
- Ahn, Ok. Vou te chamar de Isa. Me chame de Anabelle ou Bell, mas não de Ana.
Ela sorriu alegre.
- Bell? Mas Bell não é sino? Hum... Mas é fofo!! Vou te chamar de Belle, Ok? Aí fica igual ao meu. Eu não me importo de ser chamada de Isa ou de Belle, mas não gosto quando me xingam. Eu não sou maluca. Acha que sou maluca? - ela fez uma pausa, mas eu demorei para responder e ela voltou a falar - Por que é tão má comigo? Não me deixe falando sozinha!
Pisquei os olhos.
- Não, não te acho maluca. Até que você é divertida.
Não estava mentindo. Havia gostado dela. Era engraçado o jeito que ela falava com vóz de criança.
- Aaahh! Obrigada! Você parece tão legal. Mas tem alguma coisa estranha. Você está bebada?
- Tá tão na cara assim? - perguntei arqueando uma das sobrancelhas. Poxa, não achava que seria tão fácil de se descobrir isso.
- Um pouco. Então é por isso que está de detenção?
- É. E também porque cheguei atrasada.
Ela pareceu entender.
- Professora Louise? Eu estou de detenção por causa dela. Ela ficou brava comigo porque eu estava cantando. Duas semanas. Não achei justo.
Olhei de olhos arregalados para ela. Pelo jeito eu não era a unica rejeitada por aquela professora bruxa.
- Eu sei. Acredita que ela me deu duas semanas e deu uma para o Jensen que fez p mesmo que eu?! Eu fiquei com muita raiva dela!
Ela pareceu se encolher um pouco.
- Ah. Você é amiga de Melane pelo jeito. Ela é muito má comigo. Ela e aquela Kath.
Não pude evitar um meio sorriso ao ouvir o nome de Kath. Era uma pessoa bem difícil de lidar.
- Melane nunca chegou a pegar no meu pé, mas já tive vários problemas com Kath.
Ela sorriu, novamente alegre.
- Você não vai ser má comigo, vai? - ela perguntou, parecendo uma criança de cinco anos.
Não pude deixar de rir.
- Claro que não! Por que não fica comigo nos intervalos. É tão sem graça ficar quieta observando a conversa! - falei, logo me lembrando de algo. - Ei, tem uma festa na casa de Jen, quer ir comigo? Hoje, as onze.
Ela ficou intusiasmada e estava prestes a pular de alegria.
- Ooh! Pode ser muito legal! É claro que vou!!
Logo em seguida deu o sinal para que saíssemos da detenção. Estava saindo quando Jensen me chamou.


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Re: Life Always Changes

Mensagem por Lana S.T. em Seg Jun 27, 2011 3:49 pm



Orgulho
Já era hora. Chegava a grande festa e eu estava no carro com Isa indo até a casa de Jennifer como se fosse realmente uma grande amiga dela. Fomos bem recebidas, apesar de Melane lançar um olhar de reprovação ao me ver com Isabelle. Não estava nem aí. Minha nova amiga pareceu se dar bem com os outros, mas evitava ficar proxima de Mel. Realmente eu não devia me preocupar com isso. Tinha muita gente desconhecida por ali, apesar de me lembrar de já conhecer alguns rostos. Jennifer estava em um canto da sala aos sussurros com um garoto alto de cabelos loiros. Isabelle conversava muito com aquele Sam... Eu nunca tinha dirigido sequer um 'bom dia' para ele, mas não que tivesse algo contra o garoto. Eu jurava que havia visto Kath dando em cima de Vitor. Poxa, a garota não perdia tempo. Olhei para Mel que conversava com uma loira que nunca vira antes e flagrei o olhar de Miguel, este desviou os olhos no mesmo instante. Estranho.
Não tinha percebido que estava completamente imovel com um copo de refrigerante - não, não estava bebendo de novo - em mãos, apenas observando todos. Senti alguém se aproximar e envolver minha cintura. Olhei para trás e vi um Jensen sorridente.
- Oi. - falei sentindo que estava corando.
Ele sorriu ao ver meu rosto possuir uma coloração parecida com a do vinho em uma mesa próxima de mim. Ok, odiava quando isso acontecia, mas não podia evitar.
- Pensei que você não viria... - ele sussurrou em meu ouvido, provocando um arrepiu por todo o meu corpo.
- Ãh.. P-pois é, eu cheguei f-faz um tempo. M-me atrasei? - me vi gaguejando.
Sinceramente, eu me perguntava onde andava meu orgulho ultimamente. Qual é! Eu fico gaguejando e parecendo apaixonada por um cara que conheci á dois dias. Além de ficar aos beijos com um desconhecido, porque eu não sabia quase nada sobre ele. Não tem nem chance de que eu realmente goste dele. Não pode ser! Por mais que eu não seja do tipo metida, sempre tive meu orgulho e ando sentindo um pouco a falta dele...
Era fácil tirar tudo isso da minha cabeça, foi apenas observar o sorriso quente e aconchegante de Jensen... Mas realmente foi inesperado que nos relacionacimos tão bem. Olhei de esgueira para Kath que não parecia sentir nem falta do - ex - namorado. Qual era o problema das pessoas daqui? Como elas podiam esquecer tudo tão rápido! E não acho que conseguiria me apaixonar por alguém em apenas dois dias. Fico imaginando como seria minha reputação no momento. " A garota mais fácil da escola". Essa frase fez eco em minha mente antes que fizesse sentido. É como se já tivesse ouvido isso antes. Não! Não, não e não! Eu não sou uma garota fácil, ok? Só... Me apaixono rápido... Ok, essa resposta não convence nem a mim mesma. Realmente eu não conhecia Jensen. E se ele fosse algum 'galinha'? E se eu fosse só mais uma na lista - a mais fácil de conquistar, pelo jeito - de garotas que ele já 'pegou'? Nem o sorriso de Jensen tiraria aquele pensamento de mim. Caramba, eu ainda não tinha pensando nisso.
Tive a leve conciencia de que ele me perguntava algo, mas estava afundada em pensamentos. A ideia de Jensen ser um galinha era muito pertubadora. Que diabos estava acontecendo comigo? Me apaixonando por qualquer um... Isso me fez voltar a questão do orgulho. Talvez eu seja orgulhosa demais para me deixar ficar com qualquer um. Só então me lembrei do que ouvira uma garota do ultimo ano comentando com a amiga. " Você viu? Jensen está com mais uma agora!" . Eu nem me tocara do que ela estava dizendo na hora em que ouvi, mas agora fazia total sentido. Senti meu estomago revirar ás palavras "mais uma". Olhei de soslaio para Jensen que me encarava esperando uma resposta. Então voltei a realidade.
- O que disse? - perguntei inutilmente.
- Perguntei se está bem. - ele franziu o senho.
- Sim, eu... - parei subtamente, querendo dizer á ele em palavras o que estava pensando, mas simplesmente não conseguia observando aqueles olhos profundos que observavam os meus. - é q-que eu e-estava pe-pensando... - tentei falar e acabei gaguejando novamente. Por que ele tinha que ser tão lindo? - Não acho que seja uma boa ideia ficarmos juntos. - falei rápido e percebendo que minhas palavras soaram amargas.
Vi o sorriso dele morrer aos poucos. Caramba, o que eu estava fazendo! " Esqueça o que eu disse! Esqueça o que eu disse!" gritei mentalmente. Ele pareceu demorar um pouco para absorver minhas palavras, mas logo - infelizmente - elas fizeram efeito.
- Você não quer ficar... comigo? - ele perguntou em vóz baixa.
Tentei arranjar alguma coragem e responder. Não acredito que fiz isso para não ferir meu enorme ego!
- Bem, é que eu mal conheço você, e-eu o conheci a d-dois dias!
Jensen não demonstrava nenhuma emoção e esperei para ver se ele surtaria ou se apenas ficaria magoado.
- Está bem... - ele disse sorrindo (isso mesmo, sorrindo!) e saiu indo até onde estavam as outras pessoas, deixando uma confusa Bell para trás.
Ok, isso esclarece minhas duvidas, com certeza ele não ficara magoado. Mas confesso que queria que ele pelo menos ficasse um tempo cabisbaixo, não saísse por aí sorrindo.
- Parece que Jensen feriu seu orgulho... - dizia alguém que eu não fazia ideia de quem era.
Me virei para trás e me deparei com um Miguel divertido. Lancei-lhe um olhar mortal, como se quisesse fuzilá-lo com os olhos.
- Você não vai querer me irritar, vai? - ameacei fizando-lhe as costas.
O que fez seu sorriso aumentar.
- Claro que não, Ana.
Eu sei, qualquer um me chamaria de Ana por engano, afinal, eu nunca digo que odeio quando me chamam assim, mas ele sabia que eu não gostava, não que eu tenha contado, mas percebi que ele estava me provocando.
- Não tem nada melhor para fazer? - perguntei girando nos calcanhares e saindo furiosa. E, confesso, com o orgulho ferido.
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Re: Life Always Changes

Mensagem por Lana S.T. em Seg Jun 27, 2011 7:36 pm



Renúncia

Não tive coragem de sair tão cedo da festa sem Isa, então apenas me afastei de Miguel. Sinceramente, eu nunca fui do tipo paciente e é terrível que Miguel tenha descobrido como é legal me irritar. Que ódio! Eu estava, agora, em um canto da sala. Com a péssima vista da agarração de Kath e Vitor. Ok, realmente estranho. Confesso que estou com um pouco de mal humorada desde o começo do dia. Estava cheteada por causa da detenção e ia ter que aturar a professora Louise pegando no meu pé. Ah, não ajudava saber que teria que encarar mais duas semanas de detenção. Não acredito que dispencei o cara mais lindo da escola e ele foi embora sorrindo, além de que logo eu o veria se agarrando com alguma garota. Só espero que não seja a Isa... Quando me dei conta, estava com uma taça de vinho pela metada por entre os dedos. Não acredito que estava bebendo de novo! Larguei a taça e peguei outro copo de refrigerante de cola. Passei meus olhos pela mesa de salgados e quase dei pulos de alegria ao ver que tinham alguns pacotes de Cheetos. Quase.
- Hey Bells, fugindo de mim? - perguntou uma vozinha irritante. Ah, droga, ele me achou!
Lancei-lhe um olhar ameaçador e virei as costas para ele.
- É Bloedorn para você, Baker. - falei severa á Miguel.
Fingi não ver quando ele se fingiu de magoado. Será que ele estava bebado e por isso estava me irritando? Me vi torcendo para que fosse isso, pois assim estaria em paz amanhã. Eu espero.
- O que foi, Ana, não gosta de minha presença? - ele perguntou me fazendo querer queimá-lo com os olhos ao ouvir ser chamada de Ana.
- Não, não gosto. Não é Ana, é Anabelle Bloedorn. - falei ríspida - Por que está aqui? Se não percebeu, seu grupinho está... - apontei para um grupo de pessoas - bem ali.
Miguel deixou transparecer seu desgosto quando apontei para Mel, Kath e Jen. Era a primeira vez que estava sendo grossa com alguém.
- E se eu não quiser ir para lá? - ele perguntou dando um sorriso irritante e arqueando uma sobrancelha sujestivamente.
- Fique onde quiser. - disse enfim, pegando um pacote de Cheetos. - Apenas não me incomode...
- Certo Srta. Bloedorn. - Miguel Baker disse fingindo se comportar.
Sorri de escário para ele. É, realmente eu estava de mal humor.
- Hey Belle! - disse uma vóz muito familiar.
Virei para trás para ver Isabelle se aproximar e acenei com um sorriso.
- Hey Isa.
Minha amiga parecia muito animada, os cabelos estavam levemente bagunçados, estava se divertindo. Fiz bem em trazê-la, mas devia ter ficado em casa. Os olhos da ruiva passaram de mim para Miguel que ainda se fingia de comportado ao meu lado.
- Quem é? Seu namorado? - ela perguntou animada.
Ri sem graça.
- Claro que não. - falei lançando um olhar ameaçador ao garoto ao meu lado que apenas segurava o riso - Esse é Baker. Miguel Baker.
Tive a breve lembrança de quando havia acabado de chegar, Mel estava me apresentando seus amigos e eu quase babei em Miguel. Em pensar que agora o garoto estava bem ao meu lado, seu braço quase roçando no meu. Tirei isso da minha cabeça imediatamente, antes que começasse a corar.
- Ah, então ele ainda não é seu namorado? - Isa provocou, enfatizando o "ainda".
Óbviamente, corei. Que ódio.
- Não é e nunca será. - falei fuzilando a ruiva com os olhos e tendo quase certeza de que meu rosto estava da cor de seus cabelos vermelhos vivos.
Ela pareceu satisfeita ao me ver corar, ela sorriu, murmurou um 'ok' e foi embora. Miguel, que até agora segurava o riso, começou a rir e eu o fuzilei com os olhos.
Renunciei a promessa que havia feito a mim mesma de não beber e peguei uma taça de vinho. Seria uma longa noite...


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Ando tendo preguiça de fazer caps longos e dá para perceber que esse saíu bem pequeno, mas vou tentar fazer o próximo maior. Qualquer coisa é só reclamar pra mim ^^
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Re: Life Always Changes

Mensagem por Lana S.T. em Sex Jul 01, 2011 5:25 pm



Bebada
- Não acredito que você bebeu outra vez! - repreendeu-me Isa, meia hora depois de eu começar a beber.
Comecei a rir exageradamente e fiz biquinho.
- Hey, calma mãe, não estou bebada! - no mesmo instante que afirmei isso tropecei com o salto da bota e comecei a gargalhar - Isso não significa nada! Já disse, estou perfeitamente normal. - concluí assim que vi o olhar "eu-estou-certa-então-desista" que recebi de Isa.
- Quer que eu te leve para casa? Não acho que você consiga nem ao menos ficar em pé!
Que estraga-prazeres! Eu não estou bebada. Só bebi duas taças de vinho. Ok, na verdade duas garrafas, mais isso não significa nada!
-Consigo sim! - falei ficando ereta, mas logo apoiando na parede quando percebo que vou cair.
Ela revira os olhos e me segura pelo braço.
- Vamos embora! - decidiu.
Me soltei dela e tropecei, caindo de bunda no chão. Fiz uma careta de dor, mas logo me levantei.
- Ah, mãe, vamos ficar mais um pouco. Ninguém foi embora ainda! Aposto que não passou das nove da noite. Deixe-me ficar mãe! - digo tropeçando de novo e caindo na mesma posição que antes de levantar.
Isabelle me ajuda a levantar e revira os olhos quando me apoio na parede para não cair.
- Você pode até ficar, mas não vou ficar aqui segurando você para não cair por aí... - ela falou desistindo de me manter em pé - E eu já disse que não sou sua mãe!
Dei um sorriso alegre para Isa.
- Eba! Vamos ficar! - gritei ignorando suas reclamações. Eu sabia que ela não era minha mãe! Ahn... Ou quase...
- Hey, Issabels... Issa.. Isabel... Isa! - tentei chamá-la pelo nome, mas desisti - Onde está Samuel?
Sua face torna-se um tom rosado, não era como a minha que ficava completamente vermelho quando corava ou ficava com raiva. Hmm... Não sei porque, afinal, ela tinha a pele mais clara que a minha, ela deveria corar mais quando envergonhada, não eu. Não é justo!
- E-eu não sei. V-vi ele por aí...
Estava bebada, mas pude perceber bem uma coisa. Caramba estava na cara, ela até gaguejou! Ninguém gagueja enquanto conversa com uma bebada que mal sabe o que diz - não acredito que estou falando mal de mim mesma!
- Você gosta dele? - perguntei arqueando uma sobrancelha.
Ela me encara com os olhos arregalados.
- Não! - ela gritou rápido com falsa indignação.
Lanço-lhe um sorriso de quem sabe das coisas. Era uma pena que eu nunca tenha feito amizade com o cara se não ficava com o meu interrogatório cheio de perguntas do tipo: " Você gosta da Isa?". Isabelle devia estar aliviada por eu não falar com ele.
- Vamos lá, Belle, confesse!
O tom rosado se torna um pouco mais forte, mas não chega nem aos pés do vermelho. Ainda não faz sentido que meu rosto fique tão vermelho quando fico corada.
- Talvez um pouco, mas... - começa ela mas eu interrompo fazendo um "shh".
- Não adianta tentar me enganar. Viu, você já confessou. Nada de mais! - falei só então demonstrando o quão bebada estava.
Mas ela estava envergonhada demais para perceber que eu ficava tropeçando em minhas palavras. Ou melhor. Enrrolando a lingua nas palavras e tropeçando no salto alto.
- Ei, Fire, você via a Anab... - dizia uma vóz conhecida que não soube identificar. Era masculina. Ele se interrompeu, provavelmente me vendo ali.
Me afastei um pouco da parede para ver quem estava aí e bufei ao avistar Miguel. Por que ele veio encher o saco? Sabe, eu não estou muito sóbria, então não me responsabilizo por meu atos. Tipo, não serei culpada se esganá-lo quando fizer uma piadinha sem graça.
- Ah, ela esta aqui. Parecia bebada quando saiu falando alguma coisa sobre o orgulho dela... - ele continuou falando com Isa como se eu não estivesse ouvindo.
- Sim, ela está bebada. E, quer saber, cansei de cuidar dela! - reclamou minha amiga com Miguel, virando as costas para mim - Você que cuide de sua namorada!
- Ei! Não sou namorada dele! - reclamei ao mesmo tempo que ele dizia: "Ela não é minha namorada!"
Isa apenas começa a rir e se afastar.
- Olha quem fala Sra. Roberts. Fala pro Sam que eu mandei um Oi! - disse alto o suficiente para que ela me ouvisse.
Miguel olha para mim com uma sobrancelha arqueada e imagino ele se perguntando se eles estão mesmo namorando ou se eu estava mesmo bebada. Eu sei, pode parecer difícil acreditar numa bebada. Ah, perai, acabei esquecendo de negar estar bebada nas várias outras vezes que Isa me acusara. Bom, pelo menos eu vou poder ficar antes de mamãe querer me levar embora. Ops, quis dizer Isa.
- Eles estão ficando? - finalmente pergunta Miguel.
- Não sei, mas com certeza ela gosta dele. Acredita que ela corou quando falei dele. Isa até começou a gaguejar! - deixei as informações escaparem por entre meus labios.
Ele da um sorrisinho metido. Pelo jeito começaria a me irritar, o que eu disse dessa vez?
- Sério? Eu jurava que você tinha corado quando a ruiva perguntou se eramos namorados...
Senti que estava corando de novo. Tive a leve impressão de que estava vermelha, não rosada, como Isabelle ficava. Sabia que tinha falado demais!
- E-eu corei? M-magina! - falei. Merda, agora estava gaguejando!
- Ah. Bem, mas agora corou e gaguejou também.
Virei o rosto, na esperança de que meu cabelo cobrisse minha face avermelhada.
- O q-que você e-está insinuando?
Merda, por que eu não parava de gaguejar?
- Nada, nada... - Miguel falou rápidamente.
Olhei para Miguel e acabei encontrando seu olhar. Tenho certeza de que meu rosto foi de vermelho para bordô. Então desviei os olhos dizendo:
- Esqueci de dizer uma coisa á Isa...
Saí de perto dele ainda sentindo minhas bochechas queimando. Mas que diabos está acontecendo comigo agora?
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Re: Life Always Changes

Mensagem por Lana S.T. em Sex Jul 22, 2011 3:47 pm



Driver
- Bells... - chamou uma voz totalmente distante, como se alguém estivesse sussurrando á metros de distância e quisesse que eu ouvisse. E eu ouvi.
Fechei com força os olhos ao sentir minha cabeça latejar. Até de olhos fechados podia sentir tudo girar. Levei minhas mãos até a cabeça, como se ela fosse cair para os lados se eu soltasse. Não tive coragem de abrir os olhos, com medo de a dor aumentar. Parecia que tinha alguma pedra solta batendo dentro de minha cabeça. Uma música tocava nem muito alto nem muito baixo ao fundo. Mas mesmo assim parecia que ia explodir a cada batida da musica agitada.
- O que aconteceu? - perguntei com a voz falhando.
Abri lentamente meus olhos e fitei o teto. Senti o chão gelado abaixo de mim. Eu caí? Bati a cabeça? Senti que minhas pálpebras estavam um pouco pesadas. Estava cansada. Que horas seriam agora? Pelo jeito ainda estava na festa. Olhei para os lados e vi que estava em um corredor quase deserto. Só Miguel e Isa estavam me observando parecendo um pouco preocupados.
- Você desmaiou... - explicou Isa - Eu disse que você bebeu demais.
Apoiei minhas mãos no chão, mas encostei-me à parede como apoio e levei minhas mãos de volta a minha cabeça girando. Estava toda dolorida.
- Eu bati a cabeça? - perguntei como uma idiota.
- Sim, eu fiquei preocupada! Pensei que estava machucada! - dizia Isa, um pouco mais agitada.
Dei um sorriso forçado a ela que logo se transformou em uma careta de dor. Fechei os olhos com força, como se aquilo fizesse minha cabeça parar de doer.
- Ok, vamos para casa... - concluí me esforçando para ficar de pé. Tropecei e tive que me apoiar na parede. Tirei a sandália de salto e comecei a andar descalça. Olhei de soslaio para trás e vi que ela ainda estava parada no mesmo lugar ao lado de Miguel que apenas observava em silêncio. - Você não vem? - perguntei.
- Eu não quero morrer! Você vai dirigir assim? - ela parecia surpresa com minha habilidade de ignorar um fato importante.
Revirei os olhos como se aquilo fosse ridículo. Mas estava bem claro que eu não podia dirigir. Mas como iria para casa? Isa tinha me falado que não sabia dirigir e que nunca tinha tocado em um volante.
- Certo, então vamos pedir para a...
- Miguel nos leva! - interrompeu Isa.
Olhei indignada para ela como quem diz: 'Ficou maluca? Por que ele?'. Miguel só então demonstrou alguma reação: surpresa.
- Eu? - ele perguntou ao mesmo tempo em que eu dizia: - Ele?
Ela assentiu animada.
- É melhor do que eu ou você dirigindo. - ela afirmou com um sorriso.
- Certo... - tentei parecer indiferente, mas não estava conseguindo - Vamos então...
Isa e Miguel vieram atrás de mim logo em seguida. Seguimos até a sala que estava meio vazia, apenas algumas pessoas ali. A musica estava bem mais alta aqui e eu senti que minha cabeça ia explodir. Ótimo. Passei um pouco mais apressada em meio ás pessoas e senti um alivio ao sair e o silêncio da noite me envolver. Bem melhor...
- Vamos? - perguntei, parando em frente ao meu carro.
Miguel olhou para um carro preto esportivo e muito melhor que o meu não muito longe.
- Mas...
- Mas nada! Vamos ao meu carro. Ou acha que vou deixá-lo aqui?
Ele suspirou derrotado e entrou no carro. Eu já ia entrar quando Isa me impediu.
- Eu vou no banco de trás... - ela disse mais sorridente do que nunca e entrou no carro antes de mim.
Olhei desconfiada para a garota, mas me sentei no banco da frente - ao lado de Miguel - fechando a porta do carro logo em seguida.
Miguel ligou o carro e senti um remorso em deixar alguém dirigir o meu carro. Devia ter ido no dele. Não, não ia deixar meu carro na casa de Jen - uma pessoa que nem conheço muito bem.
- Se você bater meu bebe, eu te atropelo com o seu carro. - ameacei Miguel quando o carro começou a andar.
Isa começou a explicar onde ficava a casa dela, não era muito longe de onde estávamos, então não demorou para ela se despedir dizendo que nos veríamos amanhã. Ela me lançou uma piscadela e eu olhei indignada para ela, tentando ignorar o que ela queria dizer com aquilo.
- E você, onde mora? - ela perguntou assim que ligou o carro novamente.
- Na mesma rua em que a escola, numero 320. - disse sem nenhuma emoção, como se estivesse no automático.
Era um caminho bem longo. Fiquei olhando para a janela, vendo as casas passarem como vultos. Vi algumas gotas de chuva passando sobre o vidro, estava começando a chuviscar. Olhei de soslaio para Miguel e o vi olhando fixamente para frente, como se bater o carro fosse sua morte. E seria. A janela do lado dele estava meio aberta, mas os pingos de chuva não o atingiam, iam direto para trás. Mas o vento fazia com que seus cabelos escuros se agitassem de um lado para o outro. Seu rosto estava sério e seus olhos azul feito o mar pareciam atentos, apesar de estarem meio fechados. 'Tão lindo... ' sussurrou alguma coisa em minha mente. Afundei esse pensamento, como se fosse a coisa mais ridícula do mundo. Mas não podia dizer que era mentira.
Uma forte pontada de dor de cabeça me acordou de repente, como se eu estivesse dormindo. Suspirei e voltei a segurar minha cabeça, só que apenas com uma das mãos para não chamar a atenção do "motorista". Mas percebi que ele olhou de canto de olho para mim, me pegando com uma careta de dor.
- Você está bem? - ele perguntou tentando parecer despreocupado, mas tendo algumas falhas.
Olhei para ele com um sorriso totalmente falso e tentei esconder a dor.
- Está tudo bem... - menti virando meu rosto para o outro lado e abrindo a porta do carro - Não precisa se preocupar, estou bem. - voltando a olhar para ele, forçando um sorriso.
Levantei-me para descer do carro e tropecei em uma pedra, quase caindo de cara no chão. Endireitei-me e me apoiei no carro, estava um pouco tonta ainda. Vi Miguel vindo ao meu lado e segurando minha cintura enquanto me ajudava a andar. Podia até ver meu rosto avermelhado de ter ele tão perto de mim, sentir suas mãos me segurarem com firmeza, podia até sentir sua respiração em meu pescoço. Revirei minha bolsa até achar minha chave, abri a porta e entrei.
Olhei para trás e vi Miguel dar meia volta. Senti como se não pudesse deixá-lo ir embora agora, não queria que ele fosse embora, então fiz um som de garganta dramático antes de falar.
- Pensei que me ajudaria a subir... – falei em tom de decepção, mas meu sorriso demonstrava que estava brincando.
Ele riu e deu alguns passos a frente, parando na soleira da porta. Não sei o que era mais lindo, seu sorriso ou seus olhos tão azuis perfeitos. Percebi que estava olhando para ele sorrindo feito uma retardada, então olhei para o outro lado, sem conseguir desmanchar meu sorriso.
- Sinto muito pela minha falta de cavalheirismo. – ele falou sorrindo torto enquanto andava pela sala e se sentava ao meu lado no sofá.
Virei meu rosto para o outro lado, sentindo minhas bochechas esquentarem com a proximidade. Mas não pude evitar olhá-lo de soslaio. Ele fitava o nada, seu rosto tranqüilo sem emoções e seu sorriso infalível. Não tinha como não achá-lo lindo. Ele se vira de repente e olha para mim e eu desvio o olhar no mesmo instante.
- Não tem problema, tem? – ele perguntou e eu já não sabia mais do que ele falava, mal entendi suas palavras.
Olhei para ele com uma expressão confusa e só então pude realmente ver que ele estava bem ao meu lado, muito perto. Meu rosto corou no mesmo instante, adquirido um tom rosado, como o rosto de Isa.
- Você fica linda corada. – comentou Miguel com voz baixa e suave, talvez até sedutora...
Agora sim, meu rosto estava vermelho, podia sentir minhas bochechas queimarem de vergonha. Isso nunca acontecia quando os outros me elogiavam, não sei por que aconteceu.
- O-obrigada... – gaguejei sem graça.
Tão perto. Seu rosto estava a centímetros do meu. Flagrei-me olhando para seu sorriso irresistível e perfeito tão perto de meus lábios. Fechei meus olhos lentamente e me inclinei, encostando nossos lábios em uma carícia, minhas mãos em seu pescoço. Ele nos aproximou mais, deixando de existir qualquer espaço vazio entre nós, seus lábios colados nos meus, encaixando perfeitamente. Tão mágico. Era como se o tempo devesse parar naquele momento, o mundo podia acabar e eu não perceberia. Não podia acabar, eu não conseguia pensar em nada, só conseguia sentir. Sentir meu coração disparar a toda velocidade, sentir sua mão em meus cabelos e em minha nuca, sentir seus lábios macios em perfeita sintonia com os meus, sentir seu cabelo entre meus dedos, sentir sua língua em contato com a minha. Sentir...
Abri meus olhos de repente. Eu não podia estar fazendo isso! Ele não devia estar aqui, ele tinha que ir embora! Afastei-me contrariada e senti que estava um pouco tremula. Fechei meus olhos com força sem querer olhá-lo.
- Vá embora! – gritei.
Ele pareceu surpreso com minha reação, mas deu meia volta e só abri os olhos quando seus passos estavam distantes demais para que eu ouvisse. Estava tudo em silêncio, a única coisa que eu ouvi era meu coração indo á mil. Levantei-me e bati a porta com toda minha força, me sentando no chão, as costas apoiadas na madeira. O que eu estava fazendo? O que dera na minha cabeça? Eu o beijei! Beijei Miguel! Isso é... Terrível. Eu não tinha o direito de fazer isso! Por acaso eu sou o que? Uma ladra de namorados? Claro que não!
Suspirei e me levantei lentamente, me acalmando. Subi as escadas em direção ao meu quarto, minha dor de cabeça voltando aos poucos. Eu precisava dormir.
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