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Textos da madrugada

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Textos da madrugada

Mensagem por Loony em Qua Jun 01, 2011 1:14 am

Bem gente,nunca me aventurei como escritora,talvez porque nunca tive vocação,mas claro,a minha mente e fertil,na qual invento milhares de historias por segundos,então as que eu escrever no computador,eu colocarei aqui certo?Não vou esquecer de um texto
e por mais que ele esteja ruim
vocês vão dizer AII QUE LINDO
tamos entendio?ò.ó
ce não vão ver o que e bom pa tosse Xaropê
beijos =*
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Re: Textos da madrugada

Mensagem por Loony em Qua Jun 01, 2011 1:25 am


O Castelo

-Mas que diabos! – o homem de Carlota olhava atônito para o quarto vazio, onde as cortinas brancas balançavam,a janela estava aberta,era por ali que ela havia escapado,ele estava ficando cada vez mais vermelho,segurava a porta fortemente - Ângela! – ele repetia o nome da esposa diversas vezes aumentando o tom de voz, ate o sussurro se tornar um grito, e passos serem escutados subirem as escadas,só que não parecia ser de uma só pessoa parecia ser de varias,talvez de dois ou mais,até que chegou perto dele,sua esposa,com os cabelos negros minuciosamente presos em um coque,o vestido da época,com um pequeno bolero de renda ajudava a completar o estilo da mulher de olhos sábios e calmos,ao seu lado,estava um rapaz,não parecia ter mais de vinte anos,de cabelos negros e olhos negros iguais o da mãe,apesar da expressão seria se assemelhar com a do pai –Cadê Valentina pai? – perguntou o moço para o homem vermelho na qual olhava para a mulher que apenas estampava um sorriso importuno – Ora Raoul,não percebeste?Ela saiu!Esta Cego?Foi as ruínas eu presumo!– disse a mulher ainda com o sorriso no rosto, o homem de cartola ficou de uma hora para outra, branco com um fantasma – RUÍNAS?! – Ele olhava para ambos, quase pronto para atacar – E ISSO QUE NOSSA FAMILIA ESTÁ EM RUÍNAS! – Os olhos dele já estavam começando a ficar vermelhos,a mulher deu um passo para trás,nunca tinha visto o marido daquele jeito,foi quando de longe ela avistou mais um de seus filhos,o mais velho,na qual havia saído do quarto com uma mulher de roupas vulgares,ele estava abotoando a manga da camisa,na qual estava folgada,Ângela fez um sinal para o filho de afastar,na qual o mesmo repetiu para a moça de roupas vulgares na qual parecia emburrada e voltou para o quarto,o mesmo continuo a se aproximar,Ângela já previa o que vinha a seguir,apenas olhou para os lados,enquanto o marido falava coisas sem sentidos,na qual ela não estava escutando,sabia o porque dele temer tantas aquelas ruínas,que antes foram um grande castelo a tempos atrás,um castelo que foi devastado e que em poucos anos só sobraram ruínas do que foi um castelo de uma família importante,na qual...na qual sua filha fazia parte,uma longa historia,uma longa e sangrenta historia na qual não fale a pena mencionar,afinal,uma historia ruim nunca deve ser contada,até que chegue a hora certa.Um rapaz bonito de cabelos escuros e olhos claros pousou a mão no ombro do homem bravo – Pai!Calma!Eu a vi,ela saiu com o noivo,foram dar um passeio na campainha da irmã dele – mentiu o garoto,tão bem, na qual se a mulher não soubesse a verdade teria até acreditado,mas o seu filho tinha esse dom,igual o outro tinha o dom da bondade o outro tinha o dom da mentira e do carisma exageradamente,ela conseguiu dar um suspiro aliviada – Viu querido?Não precisava se estressar!Agora venha,temos de ir! – ela então olhou para os dois rapazes a sua frente – A propósito!Meninos,não deveriam estar em Londres agora? – olhos dela faiscaram,enquanto ambos se entreolharam – ér... – disse o que estava ao lado da mãe,enquanto o outro apenas deu as costas enquanto ia em direção ao quarto – Perdão mãe,mas acho que tem uma bela italiana me esperando em meu quarto! Ciao! – disse ele enquanto caminhava em direção ao quarto,o pai dos garotos apenas revirava os olhos enquanto se virava para ver a direção em que o filho ia,enquanto Ângela e o outro rapaz que se chamava Erik desciam as escadas – A gente ira na casa dos... – O rapaz se virou para o pai e deu um sorriso dissimulado para o pai – Já sei!Casa dos Dupont as sete! - o homem assentiu com a cabeça e foi em direção a escada – Esteja pronto Raoul!Sua noiva estará lá! – Antonio acrescentou antes de começar a descer a escada, Raoul apenas acrescentou com um tom irônico – Mal consigo esperar,uma noiva que excelente!Mal consigo esperar... – disse ele ainda rindo,enquanto empurrava a porta,onde uma moça somente de espartilho e um misero saiote o esperava deitada na cama macia com um cigarro nos lábios,ele deu uma risada,não trocaria essa vida por nenhuma mulher,talvez por duas ou três...

Enquanto isso,Perto das ruínas,uma moça de cabelos loiros quase pratas olhava para um rio,na qual corria ao lado das ruínas,por algum motivo se sentia em casa ali,o vento balançava seus cabelos enquanto ela escutava uma musica invisível,os olhos castanhos buscavam algo dentro da imensa floresta a sua frente,na qual o rio separava,a civilização da natureza,foi quando uma flor de cerejeira caiu em seu colo não havia nenhuma arvore dessa por perto,e muito menos ela já tinha visto uma,mas toda vez que ia para aquele local,uma flor exótica aparecia,e sentia como se estivesse segura,talvez por isso que ela goste tanto dali,havia mistério,ela já era conhecida no vilarejo,e todos a temia,por algum motivo,os pés estavam molhados e os sapatos incômodos ao seu lado,quando alguma criança os puxou,tão forte que a fortaleza invisível dela,na qual ela se sentia protegida e esquecia de tudo se rompeu,e sentiu a brisa gélida da manhã em seu rosto,e quando se virou,alguma criança havia levado seus sapatos e estava correndo em direção ao castelo em ruínas,ela sem pensar,correu atrás do moleque,descalça pela relva,até chegar aos portões do castelo,que parecia ainda mais assustador,o primeiro andar e a ala norte ainda permaneciam intactas,mas o resto,as paredes estavam pela metade,as torres estavam sem telhados,cuja os mesmos estavam no chão ao lado,e havia um tronco cortando um dos cômodos do lugar,onde dava para se ver o que parecia ser quadros rasgados,era assustador e ao mesmo tempo a atraia,como se estivesse hipnotizada cruzou o portão,agora nas pontas dos dedos,o vestido havia enroscado,mas isso não era problema,agora seu rico vestido estava com um pequeno rasgo,e o frio ali era intenso,era pior do que ela imaginara,afinal estavam na primavera,não deveria estar tão frio ali,tinha todos os motivos para dar meia volta,mas estava cada vez mais atraída pelo local,rapidamente se encontrou na frente da enorme porta após subir umas escadas íngremes e escorregadias coberta por lodo,olhou para trás,e tentou imaginar aquele lugar antes de estar assim,ele devia de ser um lugar bonito,imaginou as carruagens chegando por ali,imaginou pessoas de roupas elegantes subindo as escadas e entrando por aquela porta,quase que conseguia escutar as vozes das pessoas,as risadas que tinham ali,atrás daquela porta,na qual agora estava em um estado devastador,havia partes queimadas na porta,e empurrou a porta,e por pouco não teve um ataque quando a poeira subiu,deu umas leves tossidas e adentrou no lugar,o salão,era enorme,o chão estava encoberto uma espessa camada de poeira,e podia sentir com o pé que alguns lugares pareciam estar queimado,o que parecia ser uma cortina tentava cobrir uma janela,o lugar estava vazio e escuro,uma escada que ficava de um lado,que parecia ser feita de pedra,estava lisa,e ela tinha medo do que podia ter ali,agora não podia mais sair dali,decidiu subir pela escada,ainda nas pontas dos pés,um rato negro atravessou em sua frente,o que a fez dar um grito,o que vez eco,colocou o pé sobre o degrau,por ser pedra,não parecia ter nenhum sinal de fogo,ao contrario do resto do castelo,então tinha sido isso que havia transformado aquele lugar em ruínas,no meio da escada,havia uma mascara negra,parecia ser de algum tipo de material lustroso,era bonita,cobria somente os olhos,e era presa por duas fitas amarelas,o estilo era parecido com as mascaras veneziana,a virou lentamente,e e dentro estava escrito uma frase,em alguma outra língua na qual ela não reconheceu,olhou para cima,onde tinha o que antes era uma janela na parede onde ficava a estava e agora era um buraco disforme na parede,talvez ela devesse parar,estava indo longe de mais,mas agora queria saber o porque da mascara estar ali,continuou a subir as escadas,até seus pés alcançar uma pequena depressão que parecia ser uma leve depressão,ela tinha chegado ao segundo ou terceiro andar,o chão estava coberto por uma grossa poeira,mas parecia firme,e o lugar não parecia tão devastado,começou a andar por ali,havia quadros na parede,todos rasgados,por o que pareciam ser garras,mas foi um que lhe interessou,só dava para ver olhos,eram olhos azuis escuros,e ao lado tinha olhos escuros,de uma cor forte,se aproximou lentamente,com medo de onde pisar para não ter risco do lugar cair,e ao chegar perto do quadro,tentou ajeitar as fileiras de modo que conseguisse ver os rostos das pessoas,sem sucesso,aquilo,parecia ser feito por unhas,ou uma espécie de florete,uma espécie de espada usada na esgrima,deu um suspiro quando percebeu que aquilo era algo inútil para se fazer,dando os ombros se virou,e deu de cara com uma porta,era uma porta de cerejeira pelo o que deu para perceber,a empurrou com cuidado e pelo visto,ali parecia ser um quarto,um belo quarto,pelo o que parecia,havia moveis de boa qualidade,e o que parecia ser um dossel,cuja o veu que descia do teto até o chão e cobria a cama,parecia ser de seda,e dava para ver que tinha alguém ali dentro,será que alguém morava ali?Começou a se aproximar lentamente,mas não por cuidado,por medo do que encontraria,já tinha ouvido muitas historias sobre monstros que sugavam sangue ou que se transformavam em noite de lua cheia,mas foi se aproximando,lentamente....até que finalmente suas mãos encontram o véu,e o puxaram com delicadeza,deixando a mostra,o que parecia ser uma moça dormindo,mas a pele dela estava de um branco gelo,quase azulada,os cabelos loiros encaracolados sem vida ao redor dela,e havia uma enorme mancha de sangue que lhe cobria quase a parte inteira da parte de cima do vestido,e no chão havia alguns respingos de uma espécie de vermelho bordo,sangue seco,o rosto dela,era familiar,não estava querendo olhar aquilo,o corpo estavam tão bem conservado,e não tinha o terrível cheiro que todos falam quando um caixão fica tempos abertos,o moça parecia que havia morrido a poucas horas,mas a camada de poeira e o sangue denunciavam,havia se passado anos,ela deu um passo para trás,o piso cedeu.

Sentiu farpas de madeira penetrar sua pele,e o sangue jorrar,sentia sua pele ser rasgada conforme escorregava pelo buraco que aumentava, fechou os olhos com força,sabia que a queda a mataria,tinha alguma noção básica de matemática,e qualquer um sabia o que a queda causaria,mas não estava caindo,estava ao lado do buraco enorme,e não havia ninguém sobre a cama,mas o sangue seco ainda estava lá,quanto tempo isso tinha durado segundos?Não sabia como tinha se salvado da queda e muito menos como o...corpo...daquela moça tinha sumido,respirava com dificuldade enquanto sentia o coração martelar,como se não coubesse na caixa torácica,não conseguia seguir os compassos das respiração,estava ficando tonta,tonta de medo,sentia algo quente escorrer pela sua perna,e sabia o que era,mas não doía,não queria doer,ainda respirava com dificuldades e não conseguia se levantar,ficou olhando para o buraco que havia se formado,era enorme,ela poderia ter caído ali,e ainda estava correndo o risco de cair,fechou os olhos com força novamente,para que talvez a mesma mágica que havia a livrado do cratera que se abrira a livrasse também daquele castelo maldito,foi quando um rapaz se aproximou correndo da porta,ele estava vestido com uma roupa de estranhas,as mangas eram grandes e soltas a calça era negra e havia um enorme cinto os cabelos estavam presos em um minúsculo rabo de cavalo,ele olhou para a menina,que se afastou um pouco,até que as mãos encontraram o vazio,quase que tinha caído de novo,olhou assustada para o rapaz,que agora estava andando com cuidado até ela,foi quando ela viu o pequeno rastro que tinha deixado,um pequeno rastro de sangue,que havia saído de sua perna,sufocou um grito,enquanto sentia sua perna ser consumida em um fogo imaginário,estava ardendo,sentia somente agora a dor,a dor era intensa,tão intensa que tudo a sua volta rodava e sentia uma ânsia enorme,seu peito agora era comprimido pelo espartilho apertado,o rapaz agora corria em sua direção na intenção de socorrê-la,por mais que ela pensa-se que ele iria atacá-la,foi quando tudo ficou escuro e quase encontrou o vazio quando tombou para trás,graças a cratera,mas o que encontrou,foi uma mão que a puxou de volta,e depois disso não sentiu mais nada...Mais nada...

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Re: Textos da madrugada

Mensagem por Loony em Qua Jun 01, 2011 2:31 am



A ultima Primavera

-Você não entendeu?Amo-te,Amo-te tanto,cuja ficar agora,aqui,na sua frente e um tormento!- Disse o rapaz,cuja os olhos estavam vermelhos,ele estava debaixo de uma arvore,os cabelos negros e os olhos verdes,eram a única coisa que se destacava,as roupas estavam puídas,e havia esfoliações em suas mãos,ele estava chorando,podia-se ver as lagrimas dele ao luar,e na sua frente,uma moça,não deveria ser mais nova que ele,talvez da mesma idade,estava com a cabeça erguida para o céu,como se as lagrimas pudesse voltar de onde tinha saído,não podia ficar com ele,por mais que tudo,tudo fizer-se ela se sentir atraída mais e mais,mas não podia,sabia que jamais deveriam ficar juntos,sabia o que acontecia quando se apaixonava por algum rapaz de olhos tão verdes quanto os deles,o primeiro,Sebastian,havia morrido,e lhe havia deixado uma caixinha onde estava escrito “Eu te amo”,ambos eram melhores amigos,seis meses depois,um outro rapaz aparece,de mesmos olhos,e a mesma atração,mais forte,seu nome era Leonard,rapidamente começaram a namorar,e no dia em que ele ia pedir ela em casamento,um ano após,a morte novamente tira o amor de sua vida...E agora Gastón,um recém chegado da frança,na qual os sentimentos por ele e tão forte,na qual chega seu peito doer,toda vez que o vê,as borboletas se agitarem dentro de seu estomago,e seu coração palpitar,e quando vê ele naquele estado,era o mesmo que matar - lá lentamente,mas não podia,não podia...Ela não o privaria da vida por um capricho,era sua sina.Paixões proibidas,ia sofrer com isso pelo resto da vida,uma maldição.Acreditava no amor,mas não no destino...Que destino e esse?Que retira seus bens mais preciosos,e depois devolve,para retirar novamente,de forma mais cruel,cada vez mais cruel? -Ver essa sua expressão de como o mundo fosse desabar,quase me mata...Fale algo! – disse ele calmo,enquanto secava uma lagrima que caia pelos olhos dela,os cabelos ruivos ardentes dela,agora pareciam sem vida,e su expressão era como se tivesse visto um fantasma,um fantasma horrendo - Não me deixe nessa angustia!Isabel?Isabel?Acalma-se,sente-se...aqui! –disse ele ao perceber as reações dela,os joelhos da mesma estavam fracos,ela parecia que iria desmaiar,não tinha forças,seu choro se tornou mais alto,e seguido de diversos soluços,ele já parará de chorar,mas ele sentia seu peito apertar.E a mesma sensação de ver algo muito ruim acontecer,e saber que você poderia ter impedido,poderia...Poderia,passado,um passado nebuloso,o imperfeito não deveria combinar com o passado,mas combina,pelo menos com o dele...pelo menos com o dele! -Por favor!Pare de chorar! – agora era um suplico,um pedido desesperado,ela se sentia fraca,chorando na frente dos outros,nunca teve uma família que pude-se lhe ensinar a ser forte,isso aprendeu sozinha,sua mãe havia morrido de amor,ou de tristeza quando descobriu que seu pai havia morrido,seu pai por sinal,foi um padre,um padre na qual se apaixonou por uma pecadora,uma bela historia,mas irrelevante nesse momento -porque não vai embora? – ela tampou o rosto com a mão enquanto se sentava direito no tronco,onde,quando era pequena,costumava ir ali com Rosa para poder escutar as historias de amor ou de terror que o velho Gaspar contava,toda noite de lua cheia,dizia que a noite de lua cheia e propícia a coisas boas,mas essa noite era lua nova,a lua estava escura -Porque eu estou preso a você,meus pensamentos estão entrelaçados ao seu,não me importo dos riscos,não me importo! – ele se ajoelhou na frente dela,ela achou que ele ia cometer alguma loucura,mas ele,apesar de estar todo machucado,se ajoelhou,para ela,enquanto,segurou a mão dela não estava fria,fria como a noite,como aquela noite em questão –Suas mãos estão frias! – comentou ele baixo,mas não baixo o suficiente para os soluços começarem,ela estava chorando de novo -Gastón...Não és justos o que fazes comigo,Não e justos – sua voz fina e pausada,inundavam a mente dele,sabia que estava perdido,sabia que nada agora adiantaria,Rosa havia lhe contado,sobre essa “maldição”,talvez pela suas origens,mas mesmo assim,se sentou ao lado dela,e a abraçou,deu-lhe um beijo em seu ombro desnudo,estava frio,ela estava fria,mas suas lagrimas estavam quentes,ardendo como fogo,como brasas -Sei!Mas nunca deixarei de lutar por ti... – disse ele baixo novamente,só que dessa vez em seu ouvido,ela sacudiu a cabeça negativamente.enquanto tentava o empurrar para longe,ele obedeceu aos gestos dela,com medo da reação dela -Pare!Pare! – repetia ela,enquanto tampava os ouvidos com força,com as mãos,os cabelos ruivos agora voavam com o vento,ele foi se aproximando dela,devagar,lento de mais -está bem...está bem... – disse ele,como se tenta-se amansar um cão bravo,finalmente ela havia parado de chorar,ele agora respirava com mais calma -Acredita em Deus Isabel? – ele tombara a cabeça,a apoiando no ombro dela,enquanto olhava para o grande carvalho a sua frente -Acredito nas estrelas,na vida,no Amor,na dor...Sim...talvez! disse ela em meio a um suspiro,enquanto secava as ultimas lagrimas que sobrará -Achas que todos temos um destino?Uma vida passada? – Perguntou ele,agora a deitando,apoiando a cabeça dela em seu colo,como se nada tivesse acontecido -Não... – respondeu ela pensativa,ambos ficaram em silencio por algum tempo,ele mexia em seus cabelos delicadamente -Gastón? – disse ela com os olhos fechados,ela já estava quase adormecendo,ele sabia disso,sentia a respiração dela ficar mais lenta,o olhar dela ficar mais pesado -Sim... – respondeu ele a ajudando a se sentar,e o mesmo desceu para o chão,para a relva fofa,ela o imitou,e apoiou a cabeça no ombro dele,pegando sem pedir o casaco dele,que estava sobre o tronco para se cobrir,afinal estava uma noite fria -Me beije?! – falou em meio de um suspiro,ele a olhou assustado,achando que a mesma estava sendo consumida por alguma febre que a levava ao delírio -O quê? – sem que a mesma percebe-se colocou a mão sobre a testa dela,fria,não estava com febre. -Eu não sei....fique comigo,essa noite?Tenho medo... – os olhos miúdos dela estavam quase se fechando -do que? – ele se deitou,e deitou a mesma,com a cabeça apoiada em seu peito,como se a declaração que ele fizera a poucos minutos não tivesse passado de algum sonho,ela não parecia ter vestígio de se lembrar...principalmente de lhe mandar ir embora -De lhe perder,de lhe perder para sempre! – a sonolência começou a bater em ambos,ela já estava de olhos fechados,e ele prestes,apesar de tentar se manter acordado,afinal,a noite poderia ser perigosa -Nunca diga,jamais tentarei te esquecer! – disse ele baixinho,enquanto fechava os olhos,ela,na qual ainda não havia dormido,porque mulheres,sempre demoram um pouco para dormir,salvo em poucos casos,respondeu um simples “porque”,que quase que no mesmo estante,ele respondeu -Porque significa que você tentou! – disse ele dando um sorriso,um leve sorriso no rosto,enquanto sua mente mergulhava no preto profundo,só teve tempo de escutar poucas palavras -hum....Gastón?! – chamou ela,o sono batia forte,mas parecia que ela havia recuperado o fôlego -Sim... – respondeu ele em meia voz -Amo-te...Amo-te... – disse ela,sorrindo,ele também sorriu,sonhara com dias que escutaria essas palavras,por mais que o significado possa ser diferente do que ele almeja,mas ele estava feliz,ele então,antes de adormecer,sentiu um leve beijo em sua bochecha,e assim os dois dormiram,como se fossem crianças na qual tiveram a brilhante idéia de observar as estrelas,mas o sono,o bendito sono,havia as vencido,naquela noite de primavera gélida,no sul daquele grande pais...
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